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Transações com o Pix exigem cuidados para evitar golpes

Em um ano, mais de 24 milhões de pessoas foram vítimas, mas é possível se prevenir das armadilhas

às 16h12
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Lançado em novembro de 2020 pelo Banco Central (BC), o Pix tornou-se o método de pagamento mais popular do país, com mais de 175 milhões de usuários e acúmulo de mais de R$ 2,6 trilhões em movimentações. Apesar dos inúmeros benefícios para a população, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que mais de 24 milhões de pessoas foram vítimas de golpes pelo Pix entre julho de 2024 e junho deste ano. Essa quantidade resultou em um prejuízo de quase R$ 29 bilhões. Por outro lado, é possível evitar cair em armadilhas.

Cuidados com transações

Ainda de acordo com as informações do Fórum, esses golpes atingem todas as faixas etárias. Entre os mais velhos, o mais comum são os boletos falsos, enquanto os mais jovens costumam cair em fraudes nas compras online. De qualquer forma, é possível adotar algumas medidas para se prevenir. “Deve-se sempre verificar os dados do recebedor, como nome, CPF ou CNPJ e banco, antes de efetuar quaisquer pagamentos”, pontua o Prof. M.e. Gleudson Júnior, docente do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão.

“Evitar clicar em links suspeitos recebidos por mensagem ou e-mail, pois podem levar a falsos QR Codes ou boletos. No Pix Automático, deve-se usar apenas sites confiáveis. Também é sempre preferível usar cartões virtuais para limitar riscos. Além disso, nunca compartilhar senhas ou códigos, mesmo que pareça ser uma solicitação do banco”, acrescenta o professor.

Atenção ao celular

Além desses cuidados ao efetuar as transações, Gleudson também aponta a necessidade de ter atenção ao smartphone. Segundo ele, o aparelho também precisa estar seguro, já que o Pix está vinculado a ele. “O dispositivo precisa estar protegido com senha forte, biometria e sempre mantendo o sistema atualizado. É recomendado não usar redes Wi-Fi públicas para transações, evitar apps piratas e, se o celular for roubado, bloquear o acesso aos aplicativos bancários imediatamente”, recomenda.

O Pix é seguro

Mesmo com a possibilidade dos golpes e a necessidade de tomar algumas precauções, Gleudson reforça que o sistema do Pix é seguro. De acordo com o docente, os golpes acontecem pela manipulação feita pelos golpistas. “O sistema em si segue critérios robustos de segurança, por ser regulado pelo Banco Central e usar criptografia. Os golpes ocorrem através de engenharia social, como falsos atendentes ou links maliciosos. A dica é desconfiar de ofertas boas demais e sempre confirmar transações”, detalha.

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