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Transtorno de personalidade narcisista traz sérias consequências para as relações

Com o nome baseado no mito grego de Narciso, essa condição ocasiona uma sensação de grandiosidade e problemas de autoestima

às 14h49
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O transtorno de personalidade narcisista (TPN) é uma condição psiquiátrica complexa, envolvendo uma série de fatores. De maneira geral, quem tem esse diagnóstico apresenta um padrão de comportamentos egoístas e sem empatia, sempre colocando a si mesmo como superior. Sem uma causa definida, esse quadro afeta várias áreas da vida do paciente, como profissional, social e afetiva. Sendo assim, o TPN ocasiona problemas nos relacionamentos interpessoais.

Incidência

Sendo mais presente em homens, o transtorno de personalidade narcisista surge no início da fase adulta, com uma prevalência de 1 a 2%, segundo algumas pesquisas. Não se sabe ao certo quais são as causas da condição, mas a genética e o ambiente em que o indivíduo foi criado têm fortes influências. Geralmente, quem tem esse diagnóstico passou por traumas na infância, com cuidadores excessivamente críticos, ou até mesmo que elogiavam demais.

Sinais e sintomas

O transtorno recebe o nome do mito grego de Narciso, um jovem que se apaixona pelo próprio reflexo e, de tanto admirar a sua beleza na superfície de um lago, acaba caindo e se afogando. Assim, os pacientes com essa condição têm uma grande sensação de superioridade, que na verdade disfarça dificuldades de regular a autoestima. Por isso, o TPN ocasiona sinais como falta de empatia, arrogância e necessidade constante de adulação.

Também é comum que esses pacientes sejam invejosos, porém convencidos de que as outras pessoas têm inveja deles. Exigir tratamento especial em situações do dia a dia e também nas relações interpessoais são outras marcas do transtorno. Ou seja, quem tem o TPN apenas aceita se relacionar com pessoas igualmente especiais. Além disso, esses pacientes exageram as próprias conquistas e diminuem as de outras pessoas, em uma constante necessidade de autovalorização.

Complicações

Por isso, pacientes com o transtorno enfrentam problemas nos relacionamentos e são muito sensíveis a críticas, enxergando-as como ataques pessoais. Isso acaba desencadeando consequências sérias, como depressão, ansiedade, isolamento social e até mesmo uso de álcool e outras drogas. Geralmente, são esses efeitos secundários que levam o indivíduo a procurar ajuda profissional.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por um psiquiatra, através de uma anamnese. De modo geral, o transtorno é identificado quando existe um padrão de comportamento específico e que afeta diversas áreas da vida do paciente. Depois, o tratamento pode ser feito com psicoterapia psicodinâmica ou terapia cognitivo-comportamental. O uso de medicamentos pode ser necessário em alguns casos, sob prescrição de um psiquiatra.

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