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A valorização da vida é o ponto chave do Setembro Amarelo

A campanha acende o alerta para sinais de sofrimento, mas também lembra que a saúde mental deve ser uma preocupação durante todo o ano

às 15h23
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Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil registrou, em 2023, mais de 17 mil casos de suicídio, número que vem aumentando. Por isso, a campanha do Setembro Amarelo chama atenção para a necessidade do autocuidado e da prevenção ao suicídio, estabelecendo estratégias de vigilância para casos de violência autoprovocada. A campanha contra o suicídio teve início nos Estados Unidos, em 1994, e no Brasil, em 2014, instituída pela Lei Federal nº 13.819/2019, com a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. 

Importância 

Para a Profª M.a. Déborah Capozzoli, do curso de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão —, a campanha é um caminho para o debate sobre as causas que levam aos pensamentos ou tentativas de autolesões. “Por se tratar de uma emergência médica e de uma tarefa para muitas mãos, deve envolver Governo, profissionais especializados, sociedade e família, unindo-se para a adoção de estratégias coletivas de identificação precoce, prevenção e intervenção do suicídio”, explica Déborah. 

Além disso, o compartilhamento do objetivo da campanha é importantíssimo para o alcance e auxilia a população a identificar possíveis sinais de risco. O apoio e incentivo dos familiares e amigos também se faz fundamental na recuperação do indivíduo. “Faz-se necessário, ainda, ressaltar a importância de falar abertamente sobre o suicídio em diferentes espaços de convivência, não apenas durante o mês de setembro”, acrescenta a professora.

Principais sintomas e sinais de risco

Observar os sinais e não ignorá-los diante de um quadro depressivo pode ajudar na recuperação do paciente. Os sintomas mais comuns podem se manifestar como a perda do interesse em atividades rotineiras, desânimo, irritabilidade frequente, isolamento e alterações no sono e no apetite. Déborah lista esses sintomas e ensina que eles podem se enquadrar em diferentes categorias, como “doenças mentais (como depressão, transtornos de ansiedade e transtorno bipolar), aspectos sociais (isolamento, conflitos familiares, desemprego ou violência), aspectos psicológicos (desesperança, baixa autoestima, impulsividade) e condições de saúde limitantes (doenças crônicas ou incapacitantes que afetam a qualidade de vida)”. 

Esses fatores são entendidos como situações de risco que devem ser analisadas e tratadas com muito cuidado, alertando as pessoas próximas ao paciente e desencadeando a procura por ajuda profissional. Por isso, a quebra da barreira que coloca a pauta suicida como tabu e a demonstração de acolhimento fortalecem o encorajamento do paciente para dialogar e tratar sua condição com profissionais. Canais especializados nesse tipo de atendimento também são úteis, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), serviço gratuito e disponível 24h por dia através do número 188.

Serviço

Serviço: de Psicologia na Clínica Integrada da instituição de ensino
Endereço: Avenida Marechal Mascarenhas de Morais, nº 3905, bairro da Imbiribeira, ao lado do Geraldão
É gratuito, agendado e atende criança, adulto e idoso
Horário dos atendimentos:
Segunda – 14h às 21h
Terça – 14h às 18h
Quarta – 14h às 18h
Quinta – 14h às 21h
Sexta – 14h às 18h

Informações e agendamentos: *Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (81) 3878-5141 ou pelo WhatsApp (81) 99148-8350.

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