O Ministério da Educação (MEC) estabelece as áreas de pesquisa e extensão como pilares do ensino superior no Brasil, sendo muito importantes para a formação acadêmica dos estudantes. É através de projetos de pesquisa e extensão que os alunos de cursos de graduação passam a ter contato com problemas reais, além do mundo acadêmico e científico, o que agrega conhecimento e expande os horizontes profissionais. Apesar de acrescentarem bastante no currículo dos estudantes, as áreas de pesquisa e extensão possuem diferenças importantes entre si.
Projeto de extensão
Os projetos de extensão têm como principal objetivo promover a interação entre a universidade e a comunidade externa Esses projetos, realizados por professores e alunos, buscam aplicar, de forma prática e acessível, os conhecimentos adquiridos em sala de aula, beneficiando diretamente a população local. Ao final do projeto, os participantes recebem certificação, e a experiência representa uma oportunidade de colocar em prática a formação acadêmica, ao mesmo tempo em que promove transformação social.
Iniciação científica
Já a iniciação científica é voltada para os estudantes da graduação interessados em desenvolver pesquisas acadêmicas sob a orientação de um professor. Através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), os alunos podem aprofundar seus conhecimentos teóricos, desenvolver habilidades metodológicas e ampliar sua compreensão sobre questões éticas e sociais da ciência. A experiência científica fortalece o currículo, contribui para o TCC e pode abrir portas para programas de pós-graduação. No entanto, nem sempre tem como foco aspectos sociais ou práticos, que é regra na extensão.
Na Unit-PE
Mário Gouveia, coordenador de Pesquisa e Extensão (COPEX) do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — enfatiza que a instituição oferece oportunidades de atividades extracurriculares para os estudantes. Mário destaca que os alunos devem ficar atentos a editais lançados pela COPEX, que ficam disponíveis no site da instituição e nos murais do campus. “O aluno também deve procurar por seus professores e ver quais são suas áreas de atuação e ver se há identificação entre o que o professor pesquisa e o que o aluno gostaria de aprender”, acrescenta.