As comidas afetivas são aquelas que despertam alguma emoção como nostalgia, saudade e alegria. Ou que estão enraizadas nos hábitos culturais de um povo. São alimentos que proporcionam uma espécie de acolhimento emocional e até mesmo de pertencimento. Um estudo da Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos, sugere que as comidas afetivas ajudam também a melhorar a aceitação e a relação com os alimentos. Inclusive com o avançar da idade. O assunto será abordado em um minicurso gratuito do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão —, no dia 24 de julho, das 19h às 21h30. As inscrições são feitas pelo site.
Aberta ao público, a formação faz parte da programação do Prepare-se. Quem vai conduzir a oficina “Comida Afetiva – memórias, afeto e ciência à mesa”, é a nutricionista e docente do curso de Nutrição da Unit-PE, Prof. Tâmara Gomes. Ela vai falar sobre como muitas pessoas acabam tendo medo de comer alimentos comuns devido à cobrança pelo corpo perfeito. “Por exemplo, o cuscuz, que está na nossa mesa de forma cultural. Mas hoje as pessoas têm muito medo de comer, com a premissa de que é um alimento que engorda”, pontua a mestre em Nutrição Humana.
Mão na massa
“Então, enquanto nutricionistas, temos a obrigação de ajudar as pessoas a fazerem as pazes com a comida e com o seu corpo, respeitando os pilares da alimentação saudável, como equilíbrio, moderação, variedade”, acrescenta a especialista em Transtornos Alimentares. Durante o minicurso, os participantes vão botar a mão na massa e produzir um bolo de chocolate, que também evoca muitas memórias.