A timidez é uma condição complexa e natural que faz parte da vivência humana. Ela é caracterizada como uma sensação de desconforto ou medo relacionado a situações de socialização. Dados da Associação Americana de Psiquiatria indicam que ela afeta cerca de 70% da população humana.
Causas
De acordo com a psicóloga e Profª. M.a. Giedra Marinho, do curso de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — o surgimento da timidez está relacionado a fatores familiares, sociais e genéticos. “Algumas pessoas têm exemplos na própria família, quando os pais são tímidos e terminam educando os filhos no mesmo formato. Mas a genética também afeta, pois há pessoas que já nascem com esse perfil e se nada for feito, permanecem tímidas até a vida adulta”, aponta.
Atenção para o grau de timidez
A psicóloga avalia que apesar de não ser uma doença, a presença excessiva da timidez deve ser observada, já que pode impactar negativamente na vida do indivíduo, seja em aspectos pessoais ou profissionais. “Quando a pessoa perde ou deixa de ter oportunidade de ir numa entrevista de emprego, ou de conhecer novas pessoas, e evita ao máximo locais onde ela vai ter que falar e se expor, a gente diz que é algo que já está virando patológico. O indivíduo começa a realmente ter perdas em sua vida por conta da timidez “, explica.
Terapia é a solução
Giedra acrescenta que, nesses casos, a timidez passa a ser considerada como uma ansiedade social, que necessita de tratamento. “É essencial buscar cursos de oratória, e principalmente, terapia. A terapia psicológica é fundamental para o indivíduo compreender o porquê daquela timidez e tentar contorná-la. Nesse processo, o psicólogo pode elaborar dicas e estratégias para que o paciente consiga superar a timidez excessiva aos poucos. Mas tudo é feito por meio de pequenos passos, sem forçar”, enfatiza.