O Dia de Reis, celebrado em 6 de janeiro, encerra o período de celebração do Natal, pois marca o dia em que os Três Reis Magos foram visitar o menino Jesus e lhe entregaram presentes. Também conhecida como Epifania em alguns lugares, a data é celebrada em várias partes do mundo. No Nordeste brasileiro, inclusive em Pernambuco, diversas manifestações culturais, que unem elementos sagrados e populares, marcam as celebrações do Dia de Reis.
Reisado
As comemorações do Dia de Reis chegaram ao Brasil com os colonizadores europeus e acabaram se misturando com manifestações da cultura popular. Um exemplo é o reisado, que costumava ser praticado em Portugal, onde era conhecido como Reisada ou Reiseiro. Chegando aqui, o festejo incorporou alguns elementos da cultura nordestina. O folguedo é uma mistura de canto, dança e encenações, e é bastante comum em áreas rurais durante o ciclo natalino, em especial o Dia de Reis. A encenação é composta por diversos personagens, como o rei, o mestre, Mateus e Catirina.
Pastoril
O pastoril é um outro folguedo muito presente no Dia de Reis e durante todo o ciclo do Natal que também tem suas origens em Portugal. Surgido no século XIII apenas como uma encenação do nascimento de Jesus, a manifestação cultural chegou a Pernambuco no século XVI. O pastoril é dividido em dois grupos: o cordão encarnado, representado pela cor vermelha, e o cordão azul. Os dois cordões representam o conflito entre cristãos e islâmicos na Península Ibérica, durante a Idade Média. Outros personagens fazem parte da encenação, como a Diana, que usa as duas cores, representando o equilíbrio.
Queima da lapinha
Trazida pelos europeus no século XIX, a queima da lapinha também se tornou uma importante manifestação cultural do Dia de Reis em Pernambuco. A celebração, que costuma acontecer com a presença de grupos de pastoril, traz a simbologia da manjedoura onde nasceu o menino Jesus. A lapinha é feita de folhas secas e incensos e é queimada para representar a esperança para o novo ano. Antes da queima, o público é convidado a escrever em pequenos pedaços de papel os seus desejos e esperanças para o ano que acaba de começar.