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Cuidados para evitar gengivite e periodontite

A saúde bucal deve ser priorizada

às 14h30
Dentista e professora do curso de Odontologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE)
Dentista e professora do curso de Odontologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE)
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças bucais são um grande ponto de atenção para a saúde pública de muitos países. Estima-se que essas doenças afetem cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo. Entre os problemas mais comuns, estão a gengivite e a periodontite. 

A gengivite é uma condição que se caracteriza pela inflamação das gengivas e é causada por acumulação de placa bacteriana devido à falta de higiene bucal adequada, levando à vermelhidão, sensibilidade, sangramento durante a escovação e mau hálito. É uma condição que, se não for tratada, pode evoluir para periodontite, uma forma mais grave de doença gengival que pode levar à perda óssea e dos dentes. De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças periodontais foram uma das principais responsáveis por perdas de dentes em adultos. 

Leila Santana, dentista e professora do curso de Odontologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão, explica que há um meio de identificar essas condições. “A partir do momento que a pessoa sente a  gengiva sangrar. Se a gengiva sangra, significa que tem algo errado e que precisa procurar tratamento”, ressalta. 

Cuidados necessários 

A especialista explica que a primeira coisa a se fazer é priorizar uma escovação adequada. “Ela deve ser feita de forma regular, pelo menos duas ou três vezes por dia, e deve-se entender que a escova por si só não faz a higienização da cavidade bucal como um todo, precisando ainda da utilização do fio dental. A partir do momento que você usa o fio dental antes para limpar entre um dente e outro, você aumenta a área de retenção de flúor no dente”, explica Leila. 

Além disso, a profissional elenca outras dicas: 

  • É preciso entender que na escovação não se trata de força, mas de jeito. 
  • Não é necessária uma escovação muito longa. Quanto maior o tempo de escovação, maior será o trauma no tecido gengival e o aumento do processo inflamatório. 
  • Deve-se levar em consideração o tipo de escova usada. O ideal é que a escova seja de cabeça pequena, com as cerdas macias e todas no mesmo plano.
  • Importante lembrar da escovação da língua, local onde as bactérias também se acumulam, aumentando o processo inflamatório. Os movimentos devem ser sempre de dentro para fora.
  • As visitas regulares ao periodontista para as consultas de manutenção são essenciais.

Ao seguir os cuidados recomendados, é possível reduzir significativamente o risco de desenvolver essas condições dolorosas e potencialmente graves. 

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