Servindo hoje como espaço de exposições de arte, espetáculos de dança, salão para feiras, lojas do Centro de Artesanato de Pernambuco e da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), O Centro Cultural Mercado Eufrásio Barbosa serviu como a primeira casa de alfândega de Pernambuco desde o século XVII. Localizado em Olinda, na entrada do Sítio Histórico, o local também foi a Fábrica de Doces Amorim entre os séculos XIX e XX, sendo convertido em mercado cultural na década de 1990, após revitalização. Pelo mercado, passam visitantes de diferentes estados e países, fomentando a arte e a cultura do estado.
História
O nome do mercado homenageia Eufrásio Barbosa, um importante político e intelectual olindense que teve papel ativo na preservação da identidade da cidade. É um forte ponto turístico de Olinda e foi construído em meados dos séculos XVII e XVIII. Entre o século XIX e final do século XX, assumiu vários tipos de atividades e foi reaberto como mercado público. Fechado desde 2014, o espaço cultural estava com o teto prestes a desabar. A reforma, que previa a conclusão para um ano, atrasou devido às limitações de modificar um prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).
Após inativo por quatro anos, em 05 de julho de 2018 o Mercado foi reaberto, contando com livraria, café, restaurante, 22 lojas e o Teatro Fernando Santa Cruz. O mercado passou a funcionar de terça-feira a sábado, com salas de exposição permanentes e temporárias, salas para oficinas de artesanato e local para feiras sazonais. O equipamento cultural também conta com um restaurante com paisagismo e uma livraria da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), com a gestão dividida entre o município e o governo do estado.
Importância
Um dos principais pilares culturais e históricos de Pernambuco, o Mercado tem sua importância marcada por ser um testemunho vivo das transformações econômicas da região e efervescência cultural e identitária. Após a reforma de 2018, o espaço consolidou-se como um Centro de Cultura Popular, abrigando o Museu do Mamulengo, que preserva a tradição dos bonecos populares, serve de vitrine para mestres artesãos de todo o estado e um palco vital para apresentações de dança, música e artes cênicas, fortalecendo a produção local.