Para aproveitar bem o tempo dedicado a um projeto de iniciação científica realizado na graduação, é fundamental a criação de um cronograma de pesquisa. Esse item, além de ser exigido em projetos, também ajuda na própria organização dos estudantes e professores envolvidos no trabalho. A partir de um bom cronograma, é possível ter noção sobre todas as etapas necessárias para a realização do projeto, evitando esquecimentos de pontos importantes e administrando bem a duração de cada fase.
Antes de montar um cronograma, vale ressaltar que trabalhos de iniciação científica costumam ter um prazo definido e, por isso, um cronograma é exigido no projeto de pesquisa. Assim, a principal função de um cronograma é organizar as etapas do trabalho, dividindo-as de acordo com o tempo total, além de ajudar a definir prioridades.
Organização das etapas
No processo de construção desse item, é preciso estar atento às etapas da pesquisa. A quantidade de fases e o tempo necessário para cada estágio variam de acordo com cada projeto e com a metodologia escolhida. A partir desses fatores, é preciso saber organizar as partes mais importantes da pesquisa, até mesmo deixando de lado fases menos necessárias, dependendo de cada caso.
Por isso, o cronograma costuma ser a última parte do projeto a ser desenvolvida: é preciso ter uma noção teórica do assunto pesquisado, assim como do método utilizado. “A leitura de livros e artigos atualizados da área e a elaboração de resumos e resenhas é um ótimo caminho”, aconselha Mário Gouveia, coordenador de Pesquisa e Extensão do Centro Universitário Tiradentes – UNIT. Depois, é preciso enumerar quais etapas serão necessárias e organizar na estrutura de uma tabela, com o tempo destinado a cada uma.
Agendas virtuais
Além de compor uma parte do projeto de pesquisa, os cronogramas podem servir como aliados dos estudantes e professores ao longo da produção científica. Nesse caso, o cronograma não precisa seguir o padrão pré-definido para o projeto. Em meio a uma rotina agitada, até mesmo agendas virtuais podem auxiliar no processo da pesquisa, segundo o Prof. M.e. Carlos Schuler, docente do curso de Administração da UNIT.
Segundo o professor, além de ajudar na organização e priorização de tarefas envolvendo a pesquisa, uma agenda virtual pode aumentar a produtividade e diminuir a procrastinação. Para isso, Carlos sugere algumas plataformas, como o Google Agenda e o Trello. “Escolha um aplicativo que se adapte às suas necessidades e preferências mas, antes de começar a usar, defina o que você quer alcançar. Faça da agenda virtual um hábito diário, verificando-a regularmente e fazendo os ajustes necessários, para que ela continue atendendo às suas necessidades”, aconselha.