Quem quer apostar em uma alimentação saudável, rica em nutrientes, ou mesmo evitar alimentos de origem animal deve investir no consumo de leguminosas. Esse grupo alimentar é composto por grãos contidos em vagens, como feijão, grão-de-bico e ervilha. As leguminosas são ricas em fibras, proteínas de origem vegetal, vitaminas e minerais, além do baixo teor de gordura. Assim, trazem uma série de benefícios nutricionais para o corpo, podendo ser incluídas na dieta de várias formas.
Devido à quantidade de proteínas vegetais e também de amido, as leguminosas são boas fontes de energia. O alto teor de fibras também traz benefícios, como o controle da glicemia, sendo aliadas de quem tem diabetes, e o bom funcionamento do intestino. Além disso, esses alimentos contam com a presença de micronutrientes importantes, como ferro e cálcio.
Benefícios
O feijão, que é a leguminosa mais presente no dia a dia, conta com boas quantidades de aminoácidos essenciais. Apesar disso, o grão apresenta pequenas quantidades de metionina, um aminoácido importante e que não é produzido pelo corpo humano. Por isso, a associação do feijão com o arroz, tão comum no Brasil, traz grandes benefícios para a saúde. O arroz tem um teor adequado de metionina, enquanto o feijão é rico em lisina, aminoácido que falta no arroz.
Já o consumo de outras leguminosas, como ervilha, soja e grão-de-bico, trazem ainda mais pontos positivos para a saúde. Com alto teor de fibras, vitaminas e minerais, e pouca gordura, esses grãos evitam o desenvolvimento de doenças cardíacas e reduzem o colesterol ruim e a pressão arterial. Além disso, também fortalecem o sistema imunológico, aumentam a energia durante o dia e têm ação antioxidante, beneficiando ossos, cabelos e a visão.
Proteína vegetal
As leguminosas também são comuns nos pratos de vegetarianos e veganos, devido às proteínas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), a quantidade de veganos aumentou 75% em regiões metropolitanas de 2012 a 2022. Com esse aumento, o consumo de proteínas de origem vegetal vem crescendo, como na preparação de hambúrgueres e empanados, e também em suplementos proteicos à base de soja ou ervilha, por exemplo.